domingo, 10 de julho de 2011

A obesidade é socialmente contagiosa! Diz estudo...

Um estudo na Universidade do Arizona (EUA) feita por antropologos, autores da pesquisa afirmam que a obesidade é socialmente contagiosa. Segundo eles, esse fato já era suspeito, entao resolveram fazer uma pesquisa e entrevistaram 101 mulheres e 812 amigos e parentes mais proximos. Quando compararam o IMC (indice de massa corporal) dessas pessoas com os de seus amigos e parentes, eles observaram que o risco para que essa pessoa venha a ter obesidade foi maior quando a rede de amigos dessas pessoas tinha mais obesos.
Analisaram três ideias sobre o que um peso adequado para essas pessoas que pudessem ser os “motivos sociais” para que a obesidade fosse socialmente contagiosa.” Um individuo pode mudar os seus conceitos sobre o que é peso adequado porque seus amigos tem outra visa e, por isso acaba mudando seus hábitos alimentares para o da sua rede de amigos. Por outro lado, podem não concordar com a opinião de seus amigos, mas acabar mudando seus hábitos alimenteres por causa deles por se sentir pressionado a fazer isso. Ou então, podem “estimar” um peso ideal de acordo com o peso e corpo de seus amigos e acabar mudando seushábitos alimentares por causa disso”. Afirma Daniel J. Hruschka, antropólogo e líder do estudo.
O fator que mais influenciou foi a observação, segundo os pesquisadores. Porém sua ação é limitada. comer e fazer exercícios junto com os amigos podem ser mais importantes do que os mecanismos analisados.
As voluntárias da pesquisa foram questionadas sobre se preferiam ser obesas ou ter problemas como alcoolismo ou herpes. Em muitos casos, as elas preferiam sofrer de alcolismo ou herpes do que serem obesas. Cerca de 25% delas preferiam ter depressão grave à obesidade, e 14,5% preferiam ser cegas do que gordas.
"Esse estudo é importante porque mostra que apesar de o agrupamento de pessoas obesas ser uma realidade, não são as ideias similares sobre peso ideal que causam isso", afirmou Alexandra Brewis, uma das autoras do trabalho. "Precisamos nos concentrar no que as pessoas fazem juntas e não no que elas pensam."



#referências bibliograficas:
Post: Amanda Rosa

Beta-Oxidação - Mais um pouco de metabolismo

A beta-oxidação é a via de oxidação dos ácidos graxos. Esta via ocorre na matriz mitocôndrial e sua função é produzir acetil-coa que será utilizado no ciclo de krebs, da mesma forma que o acetil-coa gerado pela glicólise.

Esta via funciona degradando a cadeia carbonada do ácido graxo em ciclos, e cada ciclo é formado por uma seqüência de quatro reações que no final gera uma molécula de acetil-coa. Portanto a cada ciclo é gerada uma molécula de acetil-coa. A quantidade de acetil-coa gerado vai depender do tamanho da cadeia de carbonos, pois é isso que determina a quantidade de ciclos.

Em cada ciclo são retirados dois carbonos da cadeia carbonada do ácido graxo para a formação do acetil-coa. Com isso é fácil pensar que a quantidade de ciclos seria a metade do valor do total de carbonos da cadeia carbonada do ácido graxo. Portanto, para uma cadeia de 16 carbonos deveriam ocorrer 8 ciclos. Entretanto este pensamento é errado, pois o ultimo ciclo gera 2 moléculas de acetil-coa, portanto precisando de um ciclo a menos do que no raciocínio anterior. A quantidade correta de ciclos que deveriam acontecer em uma cadeia de 16 carbonos é de sete ciclos. Isso é fácil entender, pois após ocorrerem 6 ciclos, com cada um retirando 2 carbonos, sobram 4 carbonos. Logo no sétimo ciclos os 4 carbonos serão divididos em 2 grupos de 2 carbonos, gerando portanto 2 moléculas de acetil-coa e por isso não sendo necessário a utilização de um ciclo extra da beta-oxidação.

Quando se trata de cadeias ímpares de ácidos graxos, o ultimo ciclo irá gerar uma de acetil-coa (2 carbonos) e uma molécula de 3 carbonos chamada de propionil-coa. Esta ultima molécula posteriormente é oxidada em succinil-coa a qual é utilizada no ciclo de krebs.

A beta-oxidação é uma via importante, pois permite a utilização da energia da gordura armazenada no corpo em diversos locais. O músculo utiliza esta energia de degradação de ácidos graxos, e além disso no fígado a energia liberada pela beta-oxidação é utilizada para a realização da gliconeogênese. É importante notar que ácidos graxos em sua maioria não são precursores de glicose no corpo humano por não termos enzimas que permitam tal tipo de reação. O que a beta-oxidação promove para a gliconeogênese é energia para a realização da gliconeogênese, e não um substrato para a formação de glicose. Isso acontece porque a maioria dos ácidos graxos de nossa dieta possuem cadeias pares de carbonos, que apenas geram acetil-coa com sua oxidação como foi visto acima, e não conseguimos sintetizar glicose a partir do acetil-coa. Somente conseguimos gerar glicose a partir de ácidos graxos de cadeia de carbonos ímpares, por estas produzirem no final o succinil-coa que é um intermediário do ciclo de krebs. No entanto a quantidade de ácidos graxos de cadeia ímpar é muito pequena em nossa dieta, portanto quase não influenciando no processo da gliconeogênese.

Referencias bibliográficas:
Bioquímica Básica – Anita Marzocco; Bayardo B. Torres – Terceira Edição
Princípios de Bioquímica de Lehninger – David L. Nelson; Michael M. Cox

Post: Rafael

sábado, 9 de julho de 2011

Pesquisa abre caminhos na luta contra a obesidade

            Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriu que a gordura contida em alimentos gordurosos desencadeia, de modo similar aos efeitos da maconha, um mecanismo biológico de busca incessante. Neste caso, essa busca é pela comida.

            Foi observado pela pesquisa que os ratinhos quando se alimentavam com comidas gordurosas produziam um tipo de lipídeo biologicamente ativo que atua no organismo de modo similar à maconha. Essa substância química é conhecida como endocanabinóides e provoca uma “onda” de ativação celular que induz à gula.
            De acordo com os pesquisadores, as gorduras presentes nos alimentos geram um sinal no cérebro que ao chegar ao intestino, através de feixes de nervos, estimula a produção desses endocabinoídes, e assim há uma indução do consumo desenfreado de alimentos gordurosos.
            Como a alta ingestão de alimentos gordurosos é considerada um fator determinante para o surgimento da obesidade, diabetes e muitas outras doenças, os cientistas sugerem que pode ser possível diminuir essa compulsão por doces, batata fritas... Se as atividades dessa “maconha natural do corpo” (endocanabinóides) forem obstruídas através de medicamentos que as bloqueiam. Além disso, como estes medicamentos não atuarão diretamente no cérebro, efeitos colaterais como depressão e ansiedade tem chances mínimas de ocorrer.
Referências bibliográficas:
- http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2011/07/06/efeito-similar-a-maconha-explica-gula-por-comidas-gordurosas-diz-estudo.jhtm
Post: Giselle Melo